Ambientem-se:
Era fim de tarde. Quase todos os sentidos estavam incomodados pela ausência vertiginosa de um vento que se apressava a contornar os objectos. Uma maresia brutal, algo que habitualmente obriga a contrair com veemência os músculos do rosto e todos os restantes. Um cansaço inexplicável para os que se aventuram a permanecer junto ao mar. Salomon era um deles.
Fascinado com o desaparecimento das pegadas caninas na areia húmida, deixara-se apoderar por aquela natureza viva. Ao ponto de abstracção do seu corpo, ignorando os alarmes. Os lábios já haviam mudado ligeiramente de cor, mas o seu olhar denunciava uma percepção em escala de cinzento. Alguém que não está a ver o mar: está a ver o mundo a desaparecer.
Seria difícil aos que olhassem, distinguir entre o vulto do seu polar e a aura da sua tristeza. Mas ninguém saberia que aquele homem, poderia ter-lhes mudado a vida...
(continua)
segunda-feira, julho 09, 2007
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1 comentário:
é assim, bem até nem é mas passa a... o que queria dizer, ou vociferar (axo q é assim q se escreve), acabo por ter de escrever, assim que, e tal que, como tu meu caro amigo, colega de muitas andanças e viagens, dias e noite boémias, semanas e meses sem fim, que em ventos e mares, colinas e vales, planicies e planaltos, entre o aeroporto e a ota, enfim... esqueci-me do que ia dizer... vou ler outra vez o texto, mas o truman show... nem tinha reparado...
abraço
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