O pior erro em que alguém que escreve alguma opinião, comentário, ou mera obsrvação pode cair é falar de algo que se desconhece ou se tem pouca informação. É erro comum, por exemplo, entre jornalistas pois escrevem em doses industriais e muitas vezes não tem tempo de fazer a devida pesquisa ou mesmo de testar aquilo sobre o qual se estão a debruçar. Eu próprio não posso me ilibar totalmente de responsabilidades neste campo, pois muitas vezes tenho ideias que me parecem estar perfeitamente fundamentadas e caio no erro de acreditar dogmaticamente naquilo que penso.
Uma actividade que admiro muito e que cái frequentemente neste erro são os comediantes. Até mesmo aqueles que considero os mais geniais não estão ilesos. A piada fácil sobre certas
Uma actividade que admiro muito e que cái frequentemente neste erro são os comediantes. Até mesmo aqueles que considero os mais geniais não estão ilesos. A piada fácil sobre certas
áreas da sociedade, situações ou mesmo vivências, é constantemente utilizada como forma de critica, o que me tem irritado profundamente. Para exemplo, há uns tempos, deparei-me com um texto cómico acerca dos "tunos" (membros de tunas universitárias), que tinha a sua piada, até ao ponto em que entrava num campo desconhecido, e que, apesar de nunca ter feito parte de nenhuma, respeito pois há pessoas para as quais as mesmas tunas são parte integrante da sua vida e nem por isso perderam qualquer ano ou tiveram má prestação escolar à custa da mesma ( parte criticada no texto). A agressividade com que o autor abordou o tema deixou-me um pouco aborrecido para não dizer arreliado.
O ponto comum que encontro em quase todas as vezes em que me deparo com a situação, é que o que dá a entender é que (péssimo português...) se trata do velho síndrome da discriminação. Passo a explicar, em míudos surge sempre aquele que é gozado ou relegado para segundo plano (situação que se modifica com a idade variando apenas as personagens), e que quando se consegue emancipar e se tornar supostamente superior aos "gozantes" vai cair no mesmo erro, e abusar do mesmo poder e criticar aquilo do qual se sentiu excluído, situação muito normal no meio da comédia, o "nerd" passa a engraçado e critica os que tomaram o seu lugar.
Enfim, sei que está confuso, mas acho que dá para perceber a ideia.
O ponto comum que encontro em quase todas as vezes em que me deparo com a situação, é que o que dá a entender é que (péssimo português...) se trata do velho síndrome da discriminação. Passo a explicar, em míudos surge sempre aquele que é gozado ou relegado para segundo plano (situação que se modifica com a idade variando apenas as personagens), e que quando se consegue emancipar e se tornar supostamente superior aos "gozantes" vai cair no mesmo erro, e abusar do mesmo poder e criticar aquilo do qual se sentiu excluído, situação muito normal no meio da comédia, o "nerd" passa a engraçado e critica os que tomaram o seu lugar.
Enfim, sei que está confuso, mas acho que dá para perceber a ideia.
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