A mercearia da minha mãe, onde eu, em petiz, dava 1 ajudinha de vez em quando (enfim... tem q se justificar aquilo que se come), tem um talento natural de atrair velhinhos, cotas e putos mais irritantes que o outro do anúncio do "essencial" (para mais sobre putos, contacte o (des)bloga-mos em futuros posts). Um belo dia la estava eu a tratar do negócio de família, eis senão quando, entra 1 espécime desses.
EU: boa tarde.
COTA: A tua mãe está doente? (denote-se a extrema simpatia na resposta e o facto de eu estar estar atrás de um balcão, na mente da "simpática" senhora, só se poderia dever a uma doença qualquer por parte da minha progenitora)
EU: Não, saiu.
COTA: Quero fruta. (mais uma vez, a simpatia)
EU: Com certeza. (cedo 1 saquinho)
..............................................
(momentos depois)
(banca cheia de mercearias)
EU: É tudo?
COTA: Faça a conta.
EU: (após registar na máquina) são X escudos. (ainda era em escudos)
COTA: hmm... no meu tempo faziam-se contas de cabeça... ai da gente que não soubesse... era logo umas reguadas... isso era... ficavam-me as mãos todas marcadinhas, mas ao menos ainda hoje sei a tabuada do 8 de cor.
Depois desta didáctica historieta, tentemos entrar na mente desta senhora...
Na altura havia: salazarismo, opressão, fome, trabalho (e prostituição) infantil era a coisa mais normal do mundo, a nata da sociedade tinha (no máximo dos máximos) 6 anos de escolaridade, a mulher que mostrasse o tornozelo tinha toda a gente a chamar-lhe devassa (vulgo, puta), mas.... vejamos as coisas pelo lado positivo: SABIA-SE A TABUADA DO 8 DE COR!!!!!
Ahhh..... que desafortunado sou eu em não ter passado por esses "golden days".
sábado, março 25, 2006
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